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...a Praga de turístas não é tão grande assim...
No segundo dia, como já tinha visto "tudo" no primeiro, resolvi explorar a cidade. Primeiro resolvi subir um morrozinho que tinha visto no dia anterior, ao longo do rio principal. Subi, e foi legal. A cidade por cima é uma das minhas paisagens favoritas. Não só lá, mas em qualquer lugar. (Fazendo um parêntesis, uma das vistas mais legais que conheço é da cidade de Taubaté, visto da serra enquanto desce de Campos do Jordão... Fecha parêntesis.)
Depois de subir o morro, resolvi ir mais adiante. E andei até sair daquele mapinha que haviam me dado no hostel, indicando os pontos turísticos e tudo mais... E aí eu vi uma Praga beeem diferente.
Por exemplo, até aquele momento não tive nenhum problema de comunicação... no centro da cidade, na Praga de turístas, todos falam inglês. E muito bem. Mas na Praga de praguenses... o que contou foi a linguagem dos gestos. Até pra conseguir comprar um par de pilhas foi penoso. Mas valeu a pena. Vi uma cidadezinha simples e simpática. Tranqüila. Gostosa. Não tem o charme do centro, mas também não tem a bagunça.
E foi aí que me dei conta de que até aquele momento eu não tinha visto uma criança sequer. E passei ao lado dessa escola. Do outro lado da cerca eu vi as crianças brincando na neve. Corriam uns atrás dos outros, gritando coisas em checo que eu não entendia, ao mesmo tempo que entendia perfeitamente. E acho que essa cena, da minha passagem pela República Checa, foi a que melhor ficou na minha memória.
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